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Construção de anexo de igreja gera polêmica em Timon


Tendo iniciado sua construção na década de 30 através do padre Felipe Bogéa, a igreja de São José, no centro de Timon só veio a ser concluída com o padre Delfino nos anos 80. Os anos se passaram e o templo(1ª foto acima) logo se tornou um cartão postal numa cidade tão carente de símbolos que possam lhe identificar e pobre de uma identidade cultura.

Entretanto, nos últimos dias o timonense mais atendo pôde observar que uma construção ao lado da igreja está mexendo com a paisagística de um templo que tem décadas de existência.

Procurado pleo blog do Elias Lacerda, o padre da igreja, José Marques, contou que a construção tem por finalidade abrigar o Santíssimo. Ele explica que a nova construção não afetará a originalidade do templo existente.

“Contratamos um arquiteto para o projeto e o que será feito obedecerá os mesmos padrões arquitetônicos do templo original”, disse.

Para a coordenadora da pastoral litúrgica, Teresinha de Jesus Clímaco, o novo prédio é necessário, pois a poluição sonora no entorno da igreja tira a concentração dos fies na hora da oração.

“Como orar com uma suingueira no pé do ouvido ? O novo anexo terá isolamento acústico para os fiéis poderem se concentrar em suas orações”, contou ela.

Mas nem todos os timonenses comungam da idéia dos dirigentes da igreja. O tabelião aposentado Joaquim Vasconcelos Gomes, o Dr. Quincas(foto ao lado), não titubeia ao reprovar a idéia. Morador do centro de Timon desde a infância, ele é terminantemente contra. “A igreja de São José é uma referência da cidade e está sendo descaracterizada. Esse prédio deveria ser tombado”, sentencia.

A mesma opinião tem o funcionário público municipal e militante petista, Francisco rocha. Ele entende que o Santíssimo poderia ser colocado dentro da igreja numa construção interna e não mexer com a paisagística entorno do templo.

O blog do Elias Lacerda procurou o Secretário Municipal de Planejamento, Reginaldo da Mata. Ele se posicionou contra a construção. “Como técnico e sou contra, entretanto no município não existe nenhuma lei tombando a igreja como patrimônio cultural e arquitetônico da cidade”, explicou.

Temendo se desincompatibilizar com o padre José Marques, os vereadores procurados na câmara para dá opinião sobre o caso, se recusaram a falar. A única exceção foi o vereador José Carlos Assunção. Este disse que não estava bem inteirado sobre o assunto, mas que numa análise superficial era contra a construção por estar mexendo com um cartão postal da cidade.

Sem tombamentos

Timon é uma cidade que historicamente nunca deu valor ao seu patrimônio histórico ou arquitetônico. Na década de 80, o então prefeito Napoleão Guimarães construiu o atual prédio da prefeitura em cima de uma das primeiras escolas do município, o Urbano Martins.

O colégio Urbano Santos outro com décadas de existência, pouco tempo atrás foi cedido para funcionar a sede da Universidade Estadual do Maranhão. O prédio foi todo descaracterizado.

Na avenida São Luis, no bairro São Francisco, a estação ferroviária é um dos poucos prédios que ainda resistem ao tempo. Sua estrutura permanece intacta, mas a construção está abandonada, suja e toda riscada.

Sem que tenha havido prefeito preocupado com a história do município, assim caminha Timon: Sem nenhum prédio tombado, sem resguardar a alma de seu povo e sem memória para mostrar as suas futuras gerações.

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